Porque se engorda depois de fazer “dieta”? (2)

Dra. Catarina Cachão Bragadeste
Nutricionista, cédula 0402N

Mãos a preparar salada com alface, tomate, pimento e cebola roxa, rodeada de legumes frescos como cenouras, brócolos

Como vai caro leitor?

Voltamos para a parte 2 do artigo Porque se engorda depois de “fazer dieta”.

Caso não tenha lido, fica o link da parte 1.

Depois de explicarmos  porque se engorda após a maioria das dietas, voltamos para explicar o que é necessário fazer para emagrecer definitivamente. A resposta é simples:

Exercício físico e alimentação saudável promovem saúde e autoestima, não magreza extrema, ignorando exemplos não

Sim! É muito mais fácil fazer uma “qualquer” dieta temporária do que mudar definitivamente os nossos hábitos, seja naquilo que for! Somos mesmo “animais de hábitos” e para que mudem é preciso determinação, perseverança, paciência e até alguma capacidade de sofrimento. Ninguém está a dizer que é fácil, mas só assim é possível. Já diz a psicologia que para mudar um comportamento é preciso motivação e tempo para que este se torne um hábito.

De facto parece não haver dúvidas: o hábito de determinado comportamento surge da sua repetição. A repetição, por sua vez, exige tempo.

O que nos leva a querer mudar de hábitos alimentares? Normalmente são razões fortes como saúde/doença, desejo de influenciar positivamente a família, melhorar a auto-estima e recuperar a confiança, entre outras. Apesar de existir muita informação, podemos considerar que a maioria das pessoas não distingue o conceito de alimentação saudável, de “dieta”, que são muito diferentes. A adoção de hábitos alimentares mais saudáveis prende-se com questões mais vastas  do que a restrição de “doces/salgados/…”, tais como a escolha dos alimentos, a sua origem, modo de produção/ confeção, a sua conjugação e fracionamento ao longo do dia. Na sua maioria as “dietas de emagrecimento” não valorizam estas questões, baseando-se na restrição de determinado grupo de alimentos/ nutriente e na promoção de outros, mesmo que pouco saudáveis (ex. salsichas, fiambre, refrigerantes de cola…). O objetivo da reeducação alimentar é justamente promover o emagrecimento através de um conjunto de “premissas” que possa manter para vida e não apenas enquanto está a emagrecer. Só assim será definitivo. É óbvio que  com menor restrição, a perda de peso é mais lenta, mas é justamente isso que se pretende: promover um emagrecimento gradual, no fundo deixando o  “corpo a ir ao sítio”, através de estímulos saudáveis (descanso, alimentação e exercício).

Valorize este diagrama se pretende, definitivamente, emagrecer.

É natural que pergunte onde fica “aquele doce” que tanto gosta nesta história da alimentação saudável? Será que nunca mais vai comer ou beber aquilo de que tanto gosta? Claro que vai! Durante a fase de emagrecimento é essencial aprender a introduzir estes “prazeres” no seu dia-a-dia, de uma forma controlada e que não afete a sua saúde. Este conceito é conhecido pelo termo inglês “cheat meal“. Leia o nosso artigo  “Dia livre” Sim ou Não? Não é preciso “programar”. Introduza estas refeições em momentos sociais, como um jantar com amigos, um gelado com o seu filho, o aniversário de um colega… permita-se desfrutar do que gosta com os outros, em vez de o fazer sozinho, para se “presentear”. Recompense-se sempre de outras formas que não com comida:  vá às compras, faça uma massagem, um passeio, tire um momento para descansar e relaxar.

Sugerimos os artigos:

Como compensar “uma festa” e 13 medidas para mudar a sua vida

Esta questão do relaxamento e do descanso são essenciais ao sucesso de qualquer mudança de hábitos. O stress, o nervosismo, o cansaço funcionam contra nós física e psicologicamente: leia Stress & Açúcar. Se não estiver “bem consigo” dificilmente terá a perseverança necessária a um processo de mudança, que pressupõe sempre “altos e baixos”.

Sugerimos também Por favor, não faça DIETA!

Mas como faço isso? como mudo o meu estilo de vida? 

Em conclusão

Parece mais um artigo cheio de banalidades, talvez seja, mas há que interiorizá-las. Faça-o por si, pelos que o rodeiam e lembre-se: normalmente o nosso pior inimigo, somos nós. Ultrapasse-se! Transforme-se naquilo que quer ser.

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