“Como bem, mas não perco peso!”
Caro leitor: Se está a ler este artigo é porque provavelmente se preocupa com a sua alimentação, procura uma solução para a sua doença ou (mais provavelmente) procura informações sobre emagrecimento.
Curiosidade: Qual a % de pesquisas no último ano no blog por "Emagrecer" + "Dieta"?
Queremos ir de encontro ao que os nossos leitores procuram, sempre educando, desmitisficando e promovendo a saúde!
É nesse sentido que hoje lhe trazemos esta publicação, que não é mais do que um alerta:
Hoje vamos dar-lhe um exemplo prático sobre como transformar uma receita saudável e pouco calórica, numa receita digna de correr a maratona em seguida!
O que é "Emagrecer"?
Fizemos-lhe esta questão no nosso facebook:
“Emagrecer” pode ter um sentido mais físico ou mais psicológico/ emocional para os nossos leitores. Já para a língua portuguesa significa:
Por sua vez, para as Ciências da Nutrição, “Emagrecer” é:
Gastar/ Reduzir Gordura
Portanto, não é “perder peso”.
Como já antes explicámos, o peso é uma medida de massa que soma tudo o que compõe o nosso corpo: Água, sangue e outros fluidos, músculos, órgãos, ossos, cabelo, unhas conteúdo gastroinestinal e, claro, gordura!
Quando usamos o peso para defenir o nosso sucesso/capacidade para gastar gordura, podemos estar a cair num grande erro. Basta pesar-se noutra hora do dia, ter consumido bebidas alcólicas, ter tomado certo medicamento, estar cansado, ter praticado exercício, estar pré-menstruada, estar calor, ou simplesmente, não ter evacuado.
Como se Emagrece?
Muito simples!
Ingerindo menos calorias do que as que o corpo gasta!
Este é o conceito de balanço energético.
Curiosidade
Estima-se que seja necessário gastar 7700kcal!
Para ter sucesso há que mexer nos dois pratos da balança: No consumo e no gasto!
Este conceito é muitas vezes confundido com outros:
- Vegetarianismo
- Qualidade nutricional: ex. superalimentos
- Alimentos modificados/ certificados: ex. "skyr", s/ lactose ou s/ glúten
Portanto, nenhum dos três pressupostos anteriores significa “Pouco Calórico”.
Aliás, muitas confeções vegetarianas têm excesso de gordura, alguns superalimentos têm muitas calorias (como o cacau puro!) e a maioria dos alimentos certificados, por exemplo os “sem glúten” ou “sem lactose” são muito ricos em gordura, açúcar e E’s! Não se deixe enganar pelo rótulo, ou pela mensagem subliminar!
Não basta comer “bons” alimentos para emagrecer! E pode até comer apenas “maus” alimentos (em termos nutricionais) e ainda assim gastar gordura! Basta consumir nesses “maus” alimentos, menos calorias do que o seu corpo gasta. Criará uma necessidade de gastar reservas de gordura, embora possa ter inúmeras consequências para a sua saúde:
- Aumentar colesterol, triglicéridos, ácido úrico, glicémia, etc...
- Fomentar a inflamação e estimular a autoimunidade
- Causar défices e desequilíbrios nutricionais
Entre muitas outras consequências negativas para a SAÚDE, esta sim a nossa primeira preocupação. De nada lhe vale estar magro mas doente. Concorda?
Um clássico exemplo de um emagrecimento pelo método de contagem de calorias, ingerindo um alimento processado e de má qualidade nutricional – “Twinkies” – uma espécie de pão de leite doce, pode ser visto no seguinte vídeo:
Assim, o que queremos (os nutricionistas) é que emagreça sim, mas através de uma mudança definitiva dos seus hábitos alimentares:
- Alimentação equilibrada, variada e de acordo com a sua saúde
- Alimentos de época e de acordo com a sua cultura
- Alimentos minimamente processados
- Alimentos que goste e que possa comprar
- Alimentação enquadrada no seu ceio familiar e social
"Mas eu faço escolhas saudáveis, porque não emagreço?"
Provavelmente porque está a consumir sob a forma de alimentos saudáveis, mais calorias do que as que gasta!
Alguns dos alimentos ditos “de dieta” são muito calóricos, como os pães proteicos, panquecas, barras, batidos… Ou mesmo alimentos naturais usados nas comuns receitas “fitness”, como manteiga de amendoim, óleo de coco, frutos secos, mel, tâmaras, sementes, etc. Vamos a um exemplo prático:
O que acha?
Vê como em mais uma colher pequena de “X”, mais uma de “Y” e outra de “Z” perfaz uma maior quantidade total de comida, mas também mais calorias, gordura e açúcar?
Para muitos “contadores” de hidratos de carbono, esta pareceria uma melhor opção! Contudo, atualmente sabe-se que os macronutrientes e sua distribuição ao longo do dia são importantes e podem optimizar o emagrecimento, mas tem sempre de haver um défice calórico!
Muitos outros exemplos poderiamos dar com panquecas, “bolos saudáveis”, “barras fitness“, lasanhas vegetarianas, etc. Uma coisa é certa, quantos mais ingredientes juntar à sua preparação, mais provável é que obtenha uma receita hipercalórica. A não ser que sejam vegetais 😉