Ansiedade & Nutrição

JULHO #mêsdocérebro

Hoje falamos sobre uma das pandemias do século, que mais afeta a relação com a comida:

Ansiedade

A ansiedade, caracterizada por tensão e preocupação é geralmente acompanhada por sintomas físicos como sudação, secura da boca, tremores, tonturas e aumento da pressão arterial e é considerada uma das perturbações psicológicas mais prevalentes.

 Apesar da ansiedade ser útil por permitir identificar situações de risco, quando se torna regular e sem razão aparente, é preocupante.

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Stress & Açúcar

O seu tratamento envolve, geralmente, terapia cognitivo-comportamental e possivelmente medicação; no entanto, estudos recentes apontam para que determinados alimentos e nutrientes também tenham um papel importante na prevenção e tratamento da mesma!

Vamos saber quais!

Apesar de ainda não estar bem estabelecido os mecanismos que o precipitam, já existem estudos que relacionam a ingestão de alimentos adoçados artificialmente (por exemplo, com recurso ao aspartame) com o desenvolvimento de ansiedade, muito provavelmente devido à sua ação bloqueadora dos precursores de neurotransmissores como a serotonina e dopamina e o aumento dos níveis de neurotransmissores excitatórios, o que cria um desequilíbrio que poderá levar à ansiedade.

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Açúcar ou adoçante?

Estudos demonstram que uma dieta com baixo teor em antioxidantes está associada à maior probabilidade de desenvolvimento de ansiedade. Os antioxidantes encontram-se presentes maioritariamente no grupo dos hortícolas (espinafres, brócolos, beterraba) e fruta (maçã, ameixas, frutos vermelhos – mirtilos, framboesas, morangos), frutos gordos (nozes e nozes pecan) e também no gengibre e cúrcuma.

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A relação cérebro-intestino é cada vez mais estudada e o uso de probióticos (microorganismos) para equilibrar a microbiota e, consequentemente, prevenir e tratar depressão e ansiedade está cada vez mais estabelecido.

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Esta vitamina lipossolúvel tem funções fundamentais no corpo humano:

  • regula os níveis de neurotransmissores como a dopamina e serotonina,
  • modula a microbiota intestinal
  • e reduz a inflamação!

Fatores que já vimos serem essenciais para uma correta função cerebral.

A dose diária recomendada varia de acordo com a faixa etária:

  • Crianças (até 1 ano) – 400UI ou 10mcg
  • Crianças e adolescentes (entre 1 e 18 anos) – 600UI ou 15mcg
  • Adultos (18 até 70 anos) – 600 UI ou 15mcg;
  • Idosos (acima dos 70 anos) – 800UI ou 20mcg;
  • Grávidas ou Mulheres a amamentar – 600 UI ou 15mcg

Expor o corpo ao sol cerca de 15-30 minutos e ingerir alimentos como o peixe (sardinha, salmão, atum, dourada) e os ovos poderão ser bons fornecedores de vitamina D.

No entanto, muitas vezes a suplementação é necessária e deverá ser orientada pelo médico ou nutricionista.

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Já mediu a sua Vitamina D?

É certo que na presença de uma perturbação psicológica, a intervenção nutricional não é uma resposta de primeira linha! No entanto, poderá complementar o tratamento médico/psicológico, por forma a optimiza-lo e assim contribuir para o sucesso do tratamento.

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