Já mediu a sua Vitamina D?

Como vai caro leitor?

Hoje voltamos para lhe falar sobre uma condição mais comum do que pensamos: a carência de vitamina D. Assunto pouco importante poderá pensar, mas engana-se. A vitamina D desempenha funções únicas no nosso corpo, mesmo ao nível do metabolismo da gordura.

A vitamina D é fundamental para a saúde dos ossos e dos dentes, como todos sabemos. Contudo, este micronutriente está relacionado com diversas doenças/condições (fonte).

Quais os benefícios da vitamina D?

Esta hormona é necessária para a absorção do cálcio e do fósforo, garantindo ossos e dentes fortes, bem como músculos saudáveis.

A sua carência no primeiro trimestre da gravidez pode levar a aborto espontâneo e no final pode ser responsável por pré-eclâmpsia (subida dapressão arterial) e, assim, parto prematuro.

A produção de insulina pelo pâncreas requer Vitamina D. Alguns estudos mostraram que, em crianças, o risco de desenvolverem diabetes tipo1 pode ser muito reduzido com um suplemento desta vitamina.

Diminui o risco de doenças cardiovasculares e permite um maior controlo da pressão arterial.

Como por exemplo o lúpus ou a artrite reumatóide. A vitamina D é um imunoregulador que inibe seletivamente o tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio organismo. O tratamento de doenças auto-imunes com vitamina D é recente, mas é visto por especialistas como um grande avanço da medicina. Esta substância mostra um efeito anti-inflamatório nestas doenças.

A falta de Vitamina D favorece o aparecimento do cancro da mama e próstata, entre outros.

Essencial à comunicação saudável entre neurónios!

Previne condições como a dismenorreia (sintomas pré-menstruais) e a enxaqueca típicas da TPM e da menopausa.

ph: Professor Dr. Pedro Bastos

Um problema Europeu...

Durante algum tempo pensou-se que a carência desta vitamina se manifestava apenas em países do norte da Europa, com pouco sol. Porém, atualmente sabe-se que este é um problema global de saúde pública:

Segundo um estudo recente da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, 70% dos portugueses (7 em cada 10 pessoas) com menos de 30 anos têm falta de vitamina D e, entre os mais velhos, o problema é ainda mais grave: 96% da população, entre os 60 e os 90 anos, apresentam um défice deste nutriente.

E porquê?

Uma das razões pode dever-se à baixa exposição solar durante os meses de inverno. Sabe-se que bastam cerca de 20 minutos de exposição diária ao sol de uma zona tão pequena quanto a nuca para sintetizar a dose diária de vitamina D para um adulto saudável. Mas quem o faz? Passamos muito tempo “fechados” em casa, no trabalho, no ginásio…

Vitamina D

Outra das razões, bastante plausível, deve-se ao aumento da obesidade e do excesso de peso em Portugal, que já ultrapassa os 50% da população, segundo as últimas estatísticas! A vitamina D é solúvel em gordura, quanto mais gordura existir nas células, mais estas agem como “depósitos” evitando a chegada da vitamina D ao sangue [fonte 12].

Qual a solução?

Algumas das possíveis soluções são:

  • Vigiar o seu peso e manter a sua percentagem de gordura corporal dentro dos padrões recomendados;
  • Aumentar o consumo de fontes alimentares de vitamina D: Óleo de peixe, peixes gordos, gema de ovo, cogumelos e leite.
  • Fazer uma exposição responsável ao sol, durante cerca de 20 minutos diários, até às 10h ou após as 16h.
  • Tomar um suplemento alimentar vigiado pelo seu médico ou nutricionista;

Quais os grupos de risco?

Fazer uma exposição responsável ao sol, durante cerca de 20 minutos diários, até às 10h ou após as 16h

As principais fontes alimentares são animais.

Etnias que têm pele escura produzem naturalmente níveis elevados de melanina. A melanina atua como um filtro solar natural, bloqueando os raios solares, condicionando dessa forma a produção de Vitamina D. Quanto mais escura for a pele, maior é o risco de ter défice de “Vitamina Solar”.

A vitamina D é sequestrada pelo tecido adiposo, saindo da circulação e ficando impedida de chegar aos tecidos-alvo.

Doentes que não convertem adequadamente a Vitamina D. Os rins são responsáveis por converter a Vitamina D na sua forma ativa. Idosos e doentes renais devem sem vigiados.

Pessoas que sofram de Doença de Crohn, fibrose quística, síndrome do intestino irritável ou doença celíaca podem não absorver o nutriente em quantidade suficiente.

Como saber se tem défice de vitamina D?

Peça ao seu médico um doseamento da vitamina D nas próximas análises de rotina:

Quais os sintomas do défice de Vitamina D?

  • Fadiga crónica;
  • Aumento de peso ou dificuldade em emagrecer;
  • Desequilíbrio;
  • Suores;
  • Dores musculares e dores no corpo;
  • Raquitismo (em crianças), osteoporose (em adultos).

A vitamina D emagrece?

Não, mas ajuda bastante se seguir um plano alimentar saudável e fizer exercício! Como?

  • Promove o metabolismo da gordura, ao nível do músculo e do fígado (reduzindo a paratormona);
  • Reduz o apetite por aumentar a produção de leptina (hormona da saciedade);
  • Inibe o crescimento de adipócitos (células armazenadoras de gordura);
  • Aumenta a produção de testosterona, que estimula a força muscular e a combustão de gordura!
  • Melhora a sensibilidade à insulina, acelerando o metabolismo e a oxidação da gordura!