Já mediu a sua Vitamina D?

Como vai caro leitor?

Hoje voltamos para lhe falar sobre uma condição mais comum do que pensamos: a carência de vitamina D. Assunto pouco importante poderá pensar, mas engana-se. A vitamina D desempenha funções únicas no nosso corpo, mesmo ao nível do metabolismo da gordura.

A vitamina D é fundamental para a saúde dos ossos e dos dentes, como todos sabemos. Contudo, este micronutriente está relacionado com diversas doenças/condições (fonte).

Quais os benefícios da vitamina D?

Causas e consequência do défice de Vitamina D
  • Fortalece os ossos e os músculos. Esta hormona é necessária para a absorção do cálcio e do fósforo, garantindo ossos e dentes fortes, bem como músculos saudáveis.
  • Essencial na gravidez: a sua falta, no primeiro trimestre da gravidez pode levar a aborto espontâneo e no final pode ser responsável por pré-eclâmpsia.
  • Controla e previne a diabetes. A produção de insulina pelo pâncreas requer Vitamina D. Alguns estudos mostraram que, em crianças, o risco de desenvolverem diabetes tipo1 pode ser muito reduzidocom um suplemento desta vitamina.
  • Protege o coração, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares e permitindo um maior controlo dapressão arterial.
  • Trata doenças autoimunes, como por exemplo o lúpus ou a artrite reumatóide. A vitamina D é um imunoregulador que inibe seletivamente o tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio organismo. O tratamento de doenças auto-imunes com vitamina D é recente, mas é visto por especialistas como um grande avanço da medicina. Esta substância mostra um efeito anti-inflamatório nestas doenças.
  • Previne e trata alguns tipos de cancro. A falta de Vitamina D favorece o aparecimento do cancro da mama e próstata, entre outros.
  • Previne a Doença de Alzheimer.
  • Previne outras condições como a dismenorreia (sintomas pré-mesntruais) e a enxaqueca.

Um problema Europeu…

Durante algum tempo pensou-se que a carência desta vitamina se manifestava apenas em países do norte da Europa, com pouco sol. Porém, atualmente sabe-se que este é um problema global de saúde pública:

Segundo um estudo recente da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, 70% dos portugueses (7 em cada 10 pessoas) com menos de 30 anos têm falta de vitamina D e, entre os mais velhos, o problema é ainda mais grave: 96% da população, entre os 60 e os 90 anos, apresentam um défice deste nutriente.

E porquê?

Uma das razões pode dever-se à baixa exposição solar durante os meses de inverno. Sabe-se que bastam cerca de 20 minutos de exposição diária ao sol de uma zona tão pequena quanto a nuca para sintetizar a dose diária de vitamina D para um adulto saudável. Mas quem o faz? Passamos muito tempo “fechados” em casa, no trabalho, no ginásio…

Fontes alimentares de vitamina D

Outra das razões, bastante plausível, deve-se ao aumento da obesidade e do excesso de peso em Portugal, que já ultrapassa os 50% da população, segundo as últimas estatísticas! A vitamina D é solúvel em gordura, quanto mais gordura existir nas células, mais estas agem como “depósitos” evitando a chegada da vitamina D ao sangue [fonte 1, 2].

 

Qual a solução?

Algumas das possíveis soluções são:

  • Vigiar o seu peso e manter a sua percentagem de gordura corporal dentro dos padrões recomendados;
  • Aumentar o consumo de fontes alimentares de vitamina D: Óleo de peixe, peixes gordos, gema de ovo, cogumelos e leite.
  • Tomar um suplemento alimentar vigiado pelo seu médico ou nutricionista;
  • Fazer uma exposição responsável ao sol, durante cerca de 20 minutos diários, até às 10h ou após as 16h.

Quais os grupos de risco?

  • Pessoas que não têm uma adequada exposição solar;
  • Dietas vegetarianas ou restrições alimentares prolongadas e rigorosas: as principais fontes alimentares são animais.
  • Pessoas que têm pele escura: Etnias que têm pele escura produzem naturalmente níveis elevados de melanina. A melanina atua como um filtro solar natural, bloqueando os raios solares, condicionando dessa forma a produção de Vitamina D. Quanto mais escura for a pele, maior é o risco de ter défice de “Vitamina Solar”.
  • Excesso de peso e obesidade.
  • Doenças renais, que não convertem adequadamente a Vitamina D: Os rins são responsáveis por converter a Vitamina D na sua forma ativa. Idosos e doentes renais devem sem vigiados.
  • Problemas digestivos: Pessoas que sofram de Doença de Crohn, fibrose quística, síndrome do intestino irritável ou doença celíaca podem não absorver o nutriente em quantidade suficiente.

Como saber se tem défice de vitamina D?

Peça ao seu médico um doseamento da vitamina D nas próximas análises de rotina:

Quais os sintomas do défice de Vitamina D?

  • Fadiga crónica;
  • Aumento de peso ou dificuldade em emagrecer;
  • Desequilíbrio;
  • Suores;
  • Dores musculares e dores no corpo;
  • Raquitismo (em crianças), osteoporose (em adultos).

 

A vitamina D emagrece?

Não, mas ajuda bastante se seguir um plano alimentar saudável e fizer exercício! Como?

  • Promove o metabolismo da gordura, ao nível do músculo e do fígado (reduzindo a paratormona);
  • Reduz o apetite por aumentar a produção de leptina (hormona da saciedade);
  • Inibe o crescimento de adipócitos (células armazenadoras de gordura);
  • Aumenta a produção de testosterona, que estimula a força muscular e a combustão de gordura!
  • Melhora a sensibilidade à insulina, acelerando o metabolismo e a oxidação da gordura!

 

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