NÃO às Dietas! SIM à Educação Alimentar!

Como vai caro leitor?

    Hoje vou mostrar-lhe que é possível emagrecer e ser saudável sem fazer dietas restritivas:

Apesar das “deliberações de meia-noite” no ano novo, muitas pessoas não sabem exatamente o que fazer e acabam por optar pelas tradicionais “dietas” restritivas e ráidas. 

Já dizia Vasco Santana em 1933 “Chapéus há muitos” e neste caso, Dietas também!

Existem-nas de todos os tipos!

As mais “da moda” como as “detox”, as restritivas em determinado grupo alimentar, por exemplo, hidratos de carbono (arroz, massa, batata, pão), as do antigamente “Paleo”, as para desportistas “ricas em proteína e batidos whey”, as de jejum,  dos substitutos de refeição, etc etc.

Existe até um site norte-americano que se dedica a fazer um ranking das melhores dietas de cada ano elaborada por um painel de experts! Veja:

Mas antes de avançarmos é importante lembrar que…

Significado de "Dieta"

A expressão "fazer dieta" vulgarizou-se para descrever "um ato voluntário de restrição alimentar com vista à perda de peso". Contudo, o substantivo DIETA significa o conjunto de hábitos alimentares de um indivíduo ou população, da qual é exemplo a Dieta Mediterrânica, ou seja, significa PADRÃO ALIMENTAR.

Exemplo de dieta “Alcalina” sem evidência científica.

Por mais que seja um clichê, a verdade é que não pode nem deve haver uma “dieta universal”.

Os regimes alimentares restritivos representam um perigo para a saúde/doença de algumas pessoas, podem interagir com medicação, favorecer carências nutricionais, além de, normalmente, serem dispendiosas ou exigirem muitos recursos. Inevitavelmente, acabam por ser abandonadas ou seguidas de uma forma intermitente.

Por outro lado, para a maioria destes protocolos não existem evidências científicas conclusivas de que sejam efetivas nos benefícios alegados, ou que sejam melhores que outras dietas!

Portanto, daqui surge a necessidade de personalização e adequação da intervenção nutricional. Cada caso é um caso. Cada pessoa tem as suas necessidades, doenças, gostos, crenças, (in)tolerâncias, recursos, tempo, etc.

É ao deparar-se com dificuldades, como custo dos produtos, tempo de preparação das refeições, dificuldade em encontrar os produtos no mercado, restrição exagerada e prolongada que a maior parte das pessoas acaba por desistir da “dieta”.

Quantas mais vezes se submeter a estes processos, em que começa com motivação elevada, se empenha, mas desiste quando surge frustração, torna cada vez mais improvável que consiga ter sucesso e mudar os seus hábitos a longo prazo. Cada episódio frustrado de dieta condiciona o seu sucesso futuro.

Estatísticas das "Dietas"

1 em cada 5 "dieters" desiste no 1º mês.

1 em cada 4 "dieters" desiste após 3 meses

"Dieters" que mantêm dieta por 6 meses perdem entre 5 a 10% do seu peos inicial

Dentro 2 a 3 anos estes "dieters" reganham mais peso do que tinham perdido

O melhor preditor de ganho de peso no futuro é "ter feito Dieta".

  Por outro lado, tendemos a procurar o “caminho mais fácil“: o mais rápido, menos dispendioso, mais eficaz, com “mais promessas”, etc.

Na realidade é por isso que o mercado dos suplementos alimentares prospera, porque as pessoas procuram o comprimido milagroso que as faça emagrecer sem esforço, pagando o que for preciso. Se um conjunto de extratos naturais emagrecesse haveria obesidade no mundo? muito menos certamente.

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Como refiro muitas vezes em consulta: 

O peso é apenas um dos reflexos ou falta dela!

Para além do peso, o que comemos influencia a “qualidade” das nossas células ao nível molecular, ou seja, a matéria de que somos feitos:

Se comemos “más matérias primas”, vamos com certeza ter “defeitos celulares”. Ao longo do anos as células vão-se “cansando” e é mais provável que cometam “erros”.

Contudo, nós podemos retardar e abrandar esse processo, não “fazendo dietas restritivas”, mas fazendo escolhas saudáveis no nosso dia a dia!

É aqui que reside a diferença:

Todos nós gostamos de comer um alimento mais calórico ou “beber um copo” com os amigos… porém estas são as exceções e não regras. Tudo na vida tem regras e assim somos ensinados (ou devíamos ser) desde crianças: gerir bem o nosso dinheiro e o nosso tempo, deitar cedo, fazer os deveres, cumprir horários e ser pontuais, etc.

Então também a alimentação tem regras e são tão simples:

Ingerir alimentos de qualidade respeitando o nosso ritmo biológico.

É comum as pessoas acharem que têm conhecimento suficiente sobre nutrição. Ouvem-se os sempre os mesmos mitos:

  • Não beber água ás refeições.
  • Comer fruta sozinha nunca! Apenas com 3 bolachas.
  • Não comer arroz à noite.
  • Só comer cozidos e grelhados.
  • Preferir margarinas.
  • Bolachas Maria em vez de pão.

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Porém, a nutrição é uma ciência e como tal está sempre a evoluir. Há muito que estes conceitos estão ultrapassados, embora alguns profissionais ainda os possam aplicar.

Lembre-se que as dietas frustradas apenas estão a dificultar o seu caminho para a saúde.

Pense na alimentação enquanto meio para prevenir as doenças e não como meio para emagrecer. 

Não pode passar a vida a “emagrecer”, ou vai hibernar o seu metabolismo e engordar ao mínimo consumo. 

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Recupere o seu Metabolismo

Procure um nutricionista e com ele reconstrua gradualmente os seus hábitos alimentares. Desista definitivamente das dietas da moda e das soluções rápidas e mude o seu estilo de vida. 

Tudo pela sua saúde, faça personalizada!