Dieta Mediterrânica = Dieta Sustentável

Continuamos no mês da Sustentabilidade, elucindando sobre o perigo dos hábitos de consumo atuais para a saúde individual e do planeta.

Alimentação Sustentável

A sustentabilidade é um conceito complexo que envolve muito mais do que "a comida do prato": envolve os processos de produção, transporte, transformação, eliminação de resíduos, área de solo ocupada, recursos hídricos, impacto no solo, emissão de poluentes, entre outros aspetos. Mas,a um nível individual, ter uma alimentação sustentável significa "baixo impacto no meio ambiente e, em simultâneo, uma relação positiva com a saúde". Pensando na dieta ocidental, isto quer dizer: redução do consumo de carne, fast-food e produtos industrializados, e, por sua vez, aumento no consumo de frutas, verduras, legumes e cereais integrais.

Anteriormente alertámos para a urgência da redução do consumo de carne, já que a agropecuária é uma das principais responsáveis pela sobre-exploração do Planeta! Começando pelo uso de solos para alimentação dos animais, até aos resíduos que estas industrias produzem. Falámos ainda no pescado e nos hortícolas como alternativas de consumo. E que dieta é rica em peixes e vegetais??

A Dieta !

A Dieta Mediterrânica como porta para a sustentabilidade

O padrão alimentar dos países ditos “desenvolvidos”, rica em alimentos processados e industrializados, acarreta consequências ao nível da saúde e do ambiente.

Já aqui vimos o que seria considerado um padrão alimentar sustentável, definido pela FAO :

“Padrão de consumo com um baixo impacto sobre o meio ambiente, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional, bem como para a vida saudável de gerações futuras.”

A Dieta Mediterrânica, património imaterial da Humanidade pela UNESCO, assume-se como um dos padrões alimentares a seguir na procura de uma alimentação saudável e sustentável. Esta representa hábitos alimentares partilhados pelos povos da bacia do Mediterrâneo, no qual Portugal não se inclui pela geografia, mas sim pelos hábitos que são bastante semelhantes aos destes países.

Esta, tem como princípios:

  • Elevado consumo de produtos de origem vegetal em vez de produtos de origem animal;
  • Privilégio da frugalidade (moderação no consumo);
  • Consumo de produtos locais e sazonais;
  • Azeite como a principal gordura;
  • Utilização de ervas aromáticas em detrimento do sal;
  • Consumo frequente de pescado e baixo em carnes vermelhas;
  • Consumo baixo a moderado de vinho;
  • Água como a bebida de eleição;
  • Convívio à hora das refeições.

Tendo em conta os princípios orientadores da Dieta Mediterrânica, permite-nos defini-la como um dos padrões alimentares mais sustentáveis:

  • Privilegia o consumo de alimentos de proximidade local, encurtando a cadeia de distribuição e, consequentemente, diminuindo a pegada ecológica associada ao transporte, refrigeração e embalamento.
  • Advoga o consumo de produtos sazonais, gastando menos recursos! Basta pensar em, por exemplo, morangos produzidos em estufa que exige determinados parâmetros energéticos comparativamente a morangos cultivados ao ar livre, na estação apropriada.
  • Promove o consumo de alimentos de origem vegetal, em detrimento da origem animal, permitindo uma menor emissão de gases de efeito de estufa, bem como uma redução dos recursos utilizados (energia, água, etc.) e assim tendo um menor impacto ambiental.
  • Também a frugalidade, princípio que se define pela moderação e simplicidade no consumo de alimentos, apoia o não-desperdício e a moderação nas porções, contribuindo, desta forma para a sustentabilidade.

A globalização tem vindo a afastar as pessoas deste padrão alimentar e a aproximá-las do padrão de dieta ocidental, que promove o consumo de produtos industrializados, de carne, de gordura saturada e açúcar, altamente nocivos à saúde e ao ambiente.

As escolhas dos consumidores definem a produção alimentar, sendo por isso, essencial que o cidadão comum tenha presente que escolhas deverá adotar para preservar o planeta, e não apenas nutrir-se ou ter prazer.

A mudança está em cada “garfada”, em cada ida ao supermercado, em cada ação que tomamos no dia-a-dia. Juntos vamos mudar esta tendência e preservar o nosso planeta!

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É URGENTE!

Vamos lutar pelo nosso planeta comendo menos carne!

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